terça-feira, 30 de março de 2010

CONTEXTO ESCOLAR

CONTEXTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO

José Brasilício de Sousa foi um homem muito culto e sua lembrança coaduna com o espírito que uma escola deve transmitir. Brasilício foi músico, maestro e compositor do belo e desconhecido Hino do Estado de Santa Catarina (1890). Durante 25 anos finais de sua vida, foi astrônomo amador. Ganhava a vida como professor de história, geografia e cosmografia. Daí o nome da escola ser "PROFESSOR José Brasilício". E uma faceta desconhecida de sua biografia: Sousa fora adepto do idioma internacional "Volapük”. Homem de muita leitura era colaborador assíduo da imprensa da época, para a qual escrevia artigos sobre variados assuntos, com destaque ao Volapük e à astronomia, sem esquecer a história e a cultura.

O município de Biguaçu, quando da sua fundação em 1833, o território compreendia do atual Rio Carolina, divisa com São José ao Rio Camboriú, atual município de Balneário Camboriú, chegando aos limites da Serra Geral. A onda de desmembramentos para a fundação de novos municípios termina somente na década de 1960, com o desmembramento da região do Alto Biguaçu, atual município de Antônio Carlos e as antigas freguesias de Ganchos e Armação da Piedade, unidas no município de Governador Celso Ramos.

Biguaçu encontra-se muito ligada à capital Florianópolis, seja na questão da oferta de empregos e na educação, onde muitos moradores trabalham e estudam na capital, tornando o município característico de cidade-dormitório, ou mesmo na questão cultural, onde a cultura de base açoriana-catarinense encontra forte expressão.

CONTEXTO SOCIAL E CULTURAL

As diferenças sociais se fazem presentes e observou-se que a maioria dos alunos pertence a classe média baixa porém essa diferença é pouco notável. Com isso, o acesso aos bens culturais não é limitado, pois a escola possui laboratório de ciências, de informática, biblioteca com diversidade em títulos o que enriquece a bagagem cultural estimulando o senso crítico de cada aluno. Por outro lado, há uma dificuldade com relação às famílias que não conferem importância ao estudo nem a escolarização dos filhos.

O transporte gratuito é um fator importante para o sucesso da escolarização dos jovens, pois através dele o aluno tem acesso facilitado ao colégio.

O município de Biguaçu conta com boa rede de ensino fundamental e médio. A prefeitura tem por hábito garantir o transporte escolar no interior do município e praticamente 100% das crianças em idade escolar estão na escola.

RELIGIAO E ENSINO RELIGIOSO

Como o modo de compreender e agir no mundo originário de uma opção religiosa está presente na produção dos preconceitos, mesmo que a religião predominante entre os alunos do colégio seja católica, a escola não adota nenhuma religião específica. Assim evitam-se conflitos trazidos pelas diferentes culturas religiosas. As aulas de ensino religioso procuram mostrar aos alunos as diferenças entre o certo e o errado, valores morais respeitando a opção religiosa de cada aluno.

ETNIAS NA ESCOLA

Conforme a origem étnica é produzida uma cultura que aproxima ou distancia o estudante da cultura socializada e produzida na escola. A atribuição de uma identidade ao aluno junto com preconceitos étnicos são elementos que levam ao fracasso e a exclusão do aluno da escola.

A escola Professor José Brasilício tem aproximadamente 30 % de alunos afro-descendentes e 70 % de alunos brancos. Não foi relatado casos de preconceitos ou qualquer tipo de constrangimento entre os sujeitos da escola.

O contexto histórico, localização geográfica, composição econômica, opção religiosa, elementos de etnia, são fatores que se agregam a organização escolar e tecem a cultura da escola produzindo conceitos e preconceitos. A escola estudada entende que a igualdade e a educação são fatores primordiais para a formação de cidadãos críticos e responsáveis.


Por Bruna Freitas, Cileide, Maici, Talita.

sábado, 20 de março de 2010






Visita a escola da rede pública de ensino Professor José Brasilício, realizada no dia 17 de março de 2010, com o objetivo de analisar o entrelaçamento da cultura da escola com a cultura escolar.






A escola de educação básica Professor Jose Brasilicio situada em Biguaçu, Santa Catarina, tem mais de 80 anos sendo a escola mais antiga deste município. Ela passou por apenas duas reformas, a última realizada no ano passado onde a escola foi completamente adaptada para alunos com deficiência física. Em entrevista com a diretora regente, pode-se notar que os colaboradores têm interesse, além de cumprir com o currículo pedagógico, passar aos alunos valores, formar cidadãos de fato e prepará-los para fazer parte de uma sociedade melhor.



CULTURA ESCOLAR:
As escolas possuem certa semelhança entre si. Esta estudada segue as leis de diretrizes e bases da educação nacional (LDBEN), assim como todas devem seguir. Também têm sua arquitetura semelhante à de outras unidades escolares, como salas de aulas, laboratórios, biblioteca, espaço recreativo, refeitório, secretaria, sala para professores, banheiros, direção. Os materiais utilizados são comumente encontrados em outras instituições como a utilização de lousa e giz até os livros didáticos. Pode-se citar também a organização dos alunos para a escolha de um líder de classe, o qual fica responsável de representar a turma e passar qualquer problema ou sugestão ao professor regente, escolhido também pelos alunos. Este último representará a turma perante a diretoria.



CULTURA DA ESCOLA:
Contudo, a escola tem sua singularidade. Possui seu próprio projeto político pedagógico (PPP) revisado anualmente onde rege as normas internas. Possui um contexto histórico único por ser a mais antiga da região. É a principal escola do município por estar localizada geograficamente no centro da cidade. Tem estrutura suficiente para funcionar como pólo onde atende deficientes visuais e auditivos de todo o município. A escola também realiza campeonatos esportivos em determinados dias durante o ano. Tem como objetivo o incentivo à pratica de esportes e a integração entre os alunos.






FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA:
Transmitir aos alunos os valores importantes de uma sociedade. Formar cidadãos capazes de fazer essa sociedade melhor, respeitando as diferentes opiniões e crenças. Tentam educar os alunos de tal maneira que consigam distinguir o certo do errado. Para isso, sempre que possível a diretora ou os próprios alunos organizam palestras com temas atuais como, por exemplo, anorexia e bulimia, gravidez na adolescência, o uso de drogas, etc. Também orienta os alunos quanto à alimentação incentivando-os a colocarem em prática aquilo que lhes é passado em sala de aula, como cultivar hábitos saudáveis na alimentação e prática da leitura.



COMUNIDADE NA ESCOLA:
A escola oferece eventos que incentivam a participação da comunidade como festa junina, semana afro, noite da dança, entre outras.


PAIS, ALUNOS E A GESTAO ESCOLAR:
Por ser uma escola de ensino fundamental, os alunos não tem maturidade e nem interesse de reivindicação, a não ser pelo uso do uniforme escolar e sugestões no cardápio da alimentação diária. Já os pais estão envolvidos na gestão escolar através da associação de pais e professores (APP). Porém, estes pais representantes geralmente já são envolvidos na escola, por exemplo, professores que tem filhos matriculados na escola. Ao mesmo tempo em que a escola dá liberdade para os professores tomarem decisões individuais ela também determina o que é melhor para os alunos passando decisões, como o uso de uniforme, para a associação de pais e professores.




RELAÇÁO ENTRE OS SUJEITOS DA ESCOLA:
Mantêm-se uma relação boa, com respeito mútuo. A participação de todos é muito importante desde a faxineira, merendeira até a diretora, pois sem essa relação a escola não seria bem estruturada, uma vez que isso caracteriza a escola como ela é.



ARQUITETURA DA ESCOLA:
A escola, com a reforma feita há um ano, foi completamente adequada aos deficientes físicos com rampas e banheiros adaptados e ganhou sala de informática, laboratório de ciências, sala de vídeo, biblioteca nova. A escola tem um amplo espaço recreativo e duas quadras esportivas. Não possui lanchonete, pois esta foi fechada por determinação do governo pela falta de qualidade dos alimentos. Porém a escola tem uma cozinha e um refeitório que atendem a demanda dos alunos.





DEFICIÊNCIA ESCOLAR:
De maneira geral, a escola é bastante adequada e até superou as expectativas em relação ao que ela podia oferecer. Porém, notou-se a falta de persistência em relação á consciência ecológica. A escola iniciou um projeto de reciclagem de lixo instalando lixeiras para coleta seletiva, o qual não deu certo, pois os alunos não estavam preparados e o projeto foi abandonado sendo que o cuidado com a reciclagem de lixo é algo contínuo que deve ser tratado com persistência e paciência para que se alcance o resultado esperado. Além disso, a escola tenta resolver o problema de alunos fumantes no período noturno.


Por Bruna Freitas, Cileide, Maici e Talita

segunda-feira, 15 de março de 2010

Síntese Coletiva

De acordo com o texto do Carlos Roberto Jamil Cury, “A Educação Básica no Brasil”, a sociedade não sentia necessidade dos conhecimentos científicos. Com o período industrial, fez-se necessário o implante de mão-de-obra especializada, profissional e com isso a necessidade de conhecimentos específicos. A alfabetização, então, tornou-se fundamental, economicamente. A sociedade sentiu a importância do saber, da educação, enfim, da alfabetização. Dessa forma pode perceber que a presença da escola na vida das pessoas não pode ser separada dos processos culturais, dos valores socioeconômicos, do interesse das classes e do governo. Porque ela não é um fenômeno neutro, ela sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política.

A Constituição do Brasil faz referência à educação no seu artigo 6º do capítulo II desde o Império, embora isso ainda não seja uma lei cumprida. Esse direito além de garantir a cidadania, permite que uma sociedade evolua sócio-política e economicamente. Atualmente é garantido por lei o acesso de todos à educação escolar em quase todos os países. Essa educação básica faz-se necessária para a formação de cada cidadão na construção de uma sociedade melhor. O ensino profissional é essencial para a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho, garantindo o crescimento da sociedade. Este princípio é indispensável para as políticas que visam à participação de todos nos espaços sociais e políticos e profissionais.

A figura do direito tem como correlato a figura da obrigação. Todos têm direito a essa educação, porém pode-se observar que muitos não têm acesso a esse ensino, ou têm um ensino de pouca qualidade. Cita-se como exemplo a falta de condições em muitas regiões do país, principalmente norte e nordeste. Além da falta de infra-estrutura em algumas unidades escolares.

No ambiente escolar nota-se que os métodos pedagógicos e a disposição espacial das pessoas e objetos mostram ainda as distintas relações entre professores e alunos, que se mantém desde a chamada escola tradicional.

A arquitetura escolar é planejada por arquitetos ou engenheiros, sem nenhuma participação de seus futuros usuários. Mas as necessidades de um determinado grupo social parecem fundamentais, como aos portadores de deficiência física que sofrem com as barreiras colocadas por essa arquitetura. Diferentes grupos sociais têm diferentes modos de relação com o espaço e devem-se levar em consideração as diferenças para que não excluamos nenhum cidadão, portanto uma melhoria nas arquiteturas das escolas formara um espaço que abrigue uma relação de igualdade humana e social. Infelizmente é notável que quanto mais longe dos centros urbanos mais pobres são as escolas em sua arquitetura

As classes que governavam se preocupavam mais com seus interesses exclusivos do que com projetos que englobavam melhorias sociais para gerar igualdade a todos. Isto explica o grande número de pessoas que não sabem ler nem escrever ou que possui pouca escolaridade. A pirâmide educacional com a da distribuição de renda estão muito próximas.


"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."

( Paulo Freire )

Organização Escolar

Sínteses individuais elaboradas a partir dos textos: A Arquitetura Escolar como Materialidade do Direito Desigual à Educação de Rita de Cássia Gonçalves e O Direito à Educação de Carlos Roberto Jamil Cury

A educação escolar é uma dimensão fundamental da cidadania, este princípio é indispensável para as políticas que visam à participação de todos nos espaços sociais e políticos e também para a reintegração no mundo profissional. A constituição brasileira embora defenda a educação para todos desde séculas atrás, continua como uma promessa não cumprida. Vários elementos, como o empobrecimento dos salários, das condições do trabalho, de vida e de formação de professores e alunos, o empobrecimento e a degradação dos espaços físicos das escolas, contribuem para a exclusão e desqualificação da educação neste país.

Entre os educadores aumentou a necessidade de uma lei de caráter nacional que seja reconhecida, ajudando na batalha contra a desigualdade social e a favor de melhores condições na democratização da educação e gerações mais justas. Como exemplo da desigualdade que existe, pode ser citado a concepção de que portadores de necessidades especiais deveriam estar separados dos outros alunos e em escolas especiais. Ista idéia aumenta por causa da falta de consideração aos portadores de necessidades na infraestrutura de instituições em vários estados do Brasil. Portanto, é necessário também uma melhoria nas arquiteturas das escolas, de modo a formar um espaço que deve abrigar uma relação de igualdade humana e social.

Para as classes dirigentes nos países coloniais a educação para todos não era uma necessidade socialmente significante, ao contrário de muitos países europeus, não houve um processo em que um outro grupo social forte e organizado abrisse um conflito cobrando as responsabilidades sociais. As classes que governavam se preocupavam mais com seus interesses exclusivos do que com projetos que englobavam melhorias sociais para gerar igualdade a todos. Isto explica o grande número de pessoas que não sabem ler nem escrever, sendo ainda grande o número de pessoas que possui pouca ou nenhuma escolaridade. A pirâmide educacional e a pirâmide da distribuição da renda estão muito próximas.

Mas mesmo sendo poucos os individuos que recebem educação, o fato desse processo existir já é uma vitória. Pois alunos e professores estabelessem uma relação onde os conteúdos ao serem adquiridos não se tornam privados, pelo contrário eles se multiplicam. Assim, a própria educação acaba gerando uma sociedade mais humana e justa, auxiliando na expanção dos valores e gerando mais pessoas com uma nova consciência e um bom caráter.

Por Talita Rosa Otilia Simões



A educação escolar é uma das bases para a cidadania, como também para o desenvolvimento social e político de um país, além de ser indispensável no mundo profissional.

Para existir uma escola pública de qualidade, necessita existir espaços físicos de educação que integrem um conjunto de condições capazes de viabilizar esta possibilidade. O direito à educação, artigo 6º do capítulo II da Constituição Brasileira, para tornar-se realidade, precisa materializar-se em um sistema que comporte programa, currículo, métodos, espaços físicos, professores e condições de trabalho, o que não acontece de fato.

O Brasil reconhece o ensino fundamental como um direito desde 1934 e o reconhece como direito público subjetivo desde 1988. Ele é obrigatório, gratuito e quem não tiver tido acesso a esta etapa da escolaridade pode recorrer à justiça e exigir sua vaga.

No ambiente escolar, o espaço físico engloba várias determinações de uso. Assim, a escola demarca o uso e a relação de seus usuários. É nesse ambiente que a vida começa, bem ou mal, aquecida e protegida ou desprotegida e fria; dependendo dessa disposição do ambiente, como aparência, cor, temperatura, salubridade provocar-se-á sensações positivas ou negativas em cada ser humano. Também os métodos pedagógicos e a disposição espacial das pessoas e objetos mostram de forma clara as distintas relações entre professores e alunos, que se mantém desde a chamada escola tradicional.

Nem sempre novas arquiteturas nos prédios escolares resultaram em novas relações pedagógicas. Em relação à arquitetura escolar, ela é planejada por arquitetos ou engenheiros sem nenhuma participação de seus futuros usuários. Mas as necessidades de um determinado grupo social parecem fundamentais, como aos portadores de deficiência física que sofrem com as barreiras colocadas pela arquitetura escolar. Diferentes grupos sociais têm diferentes modos de relação com o espaço e devem-se levar em consideração as diferenças para que não excluamos nenhum cidadão. Os programas de governo que articulam as políticas de educação com a organização dos espaços físicos escolares são poucos, e também é notável que quanto mais longe dos centros urbanos mais pobres são as escolas na arquitetura. Mas, as inúmeras manifestações de resistência dos movimentos em luta pela escola pública “de qualidade”, pelas condições de acesso e de movimento no interior do espaço físico escolar demonstram que esse conformismo não é natural, nem absoluto. Contudo, a educação sinaliza a possibilidade de uma sociedade mais igual e humana. A igualdade é o princípio tanto da não-discriminação quanto ela é o foco pelo qual homens lutaram para eliminar os privilégios de sangue, de etnia, de religião ou de crença. Ela ainda é o norte pelo qual as pessoas lutam para ir reduzindo as desigualdades e eliminando as diferenças discriminatórias.

Quanto mais processos se dão, mais se multiplicam, mais se expandem e se socializam, possibilitando uma sociedade mais igual e humana.

A educação como direito e sua efetivação em práticas sociais possibilitaria uma aproximação pacífica entre os povos de todo o mundo, visto que diminuiria as desigualdades e discriminações, sendo como um canal de acesso aos bens sociais e à luta política e, como tal, um caminho também de emancipação do indivíduo diante da ignorância.

Por Maici Alboleda



A presença da escola na vida das pessoas não pode ser separada dos processos culturais, dos valores socioeconômicos, do interesse das classes e do governo. Por isso ela não é um fenômeno neutro, ela sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política.

A memória que guardamos da escola e da sua organização é constituída de práticas pedagógicas e do próprio tipo de construção – os prédios escolares são reconhecidos de longe. Isso se chama Cultura Escolar. Porém, algumas diferem entre si, possuindo característica singular no modo de ensino, resultada de fatores relacionados ao contexto histórico, social e cultural de quem vive ao seu redor e das pessoas que fazem parte dela. Essa é a cultura da escola.

A Constituição do Brasil faz referência à educação no seu artigo 6º do capítulo II desde o Império, embora isso ainda não seja uma lei cumprida. Esse direito além de garantir a cidadania, permite que uma sociedade evolua sócio-política e economicamente. Apesar da abertura política ocorrida em 1985, a realidade do país somente passou por transformações mais profundas a partir de 1989, onde com a Constituição Federal de 1988 a legislação teve progressos com a educação.

Segundo Paulo Freire, a adequação do processo educativo às características do meio e educar a partir do universo cultural de cada um faz com que a pessoa aprenda e assim conheça o mundo, podendo construí-lo de forma melhor.

Por Cileide Brasil



Tempos atrás, não se tinha a educação como um direito. A sociedade, também, não sentia necessidade de ter conhecimentos científicos. Com o período industrial, foi necessário o implante de mão-de-obra especializada, profissional. Porém, a sociedade não tinha os conhecimentos necessários. A alfabetização, então, tornou-se necessária economicamente. Com isso, a sociedade sentiu a importância dos conhecimentos, dos estudos, enfim, da alfabetização. Segundo Marshall, “a educação é um pré-requisito necessário para a liberdade civil”.

Atualmente é garantido por lei o acesso de todos à educação escolar em quase todos os países. Essa educação básica faz-se necessária para a formação de cada cidadão na construção de uma sociedade melhor. O ensino profissional é essencial para a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho, garantindo o crescimento dessa sociedade. É de suma importância ressaltar que a formação de cidadãos começa com a educação escolar, que esta é a fundante da cidadania. Entretanto, “é inegável também a dificuldade de, diante da desigualdade social, instaurar um regime em que a igualdade política aconteça no sentido de diminuir as discriminações.” (Carlos Roberto Jamil Cury) A UNESCO é o órgão responsável que não mede esforços para essa universalização do ensino fundamental.

Segundo Bobbio, a figura do direito tem como correlato a figura da obrigação. Todos têm direito a essa educação, porém pode-se observar que muitos não têm acesso a esse ensino. Ou têm um ensino de pouca qualidade. Cita-se como exemplo a falta de condições em muitas regiões do país, principalmente norte e nordeste. Além da falta de estrutura, falta qualificação. Há também a falta de interesse e de responsabilidade social e com cada qual, de alguns cidadãos. Deveria ser obrigação dos alunos darem o respeito aos professores, no entanto, o que se vê nos noticiários é exatamente o contrário. Algumas pessoas não vêem a importância dos estudos como uma forma de garantia de um futuro melhor, então acabam desprezando a oportunidade que têm. Enquanto há aqueles que queriam as oportunidades e não as tem.

Com o passar dos anos as escolas e os até os alunos sofreram modificações. Porém, algumas coisas se assemelham entre as escolas, ainda hoje. É a dita cultura escolar. A imagem que todos que passaram por uma escola têm. Cada elemento escolar como, por exemplo, a figura do professor com o giz na mão repassando seus conhecimentos a um determinado número de alunos sentados enfileirados. Ou então o silêncio de uma biblioteca, ou os grupos de pesquisas escolares, ou, talvez ainda, as pessoas que trabalham naquele ambiente como a diretora, os professores, as secretárias, as merendeiras, entre outras. São coisas comuns em qualquer unidade escolar. Todavia, cada unidade de ensino tem seus métodos e suas diferenciações. São elementos que diferenciam uma escola de outra. É a identidade da escola, o que as torna singulares. Isso pode ser bem notado quando se compara uma escola pública de uma escola privada. Percebe-se elementos como bibliotecas amplas, espaço físico apropriado, estrutura para manter a escola, espaço e incentivo a pratica esportiva, são muito bem vistos em escolas particulares, já as escolas públicas estão caminhando, lentamente, para isso. Essas diferenciações fazem parte da cultura da escola.

Por Bruna Freitas da Silva